Elisa Sulivan

Descobri que é mais simples enfrentar uma banca de juristas, encarar leões famintos na selva do que tentar se aproximar de quem se torna alvo dos nossos sentimentos. Dois dias sem dormir pensando nela, volto ao parque e a vejo novamente, surpreso com a minha covardia de se quer falar com ela, agradeci a uma senhora, que passando por ali, disse: “Bom dia senhorita Sulivan, Elisa Sulivan”. Por Deus ela tem um nome, nem seria necessário, poderia chamá-la de linda, de perfeita, de estupenda, de aurora, de graciosa, sim! Isso mesmo de graciosa. Esse nome lhe cairia bem. Agora entendo o que Wherter sentia pela Lotte, o que Romeu sentiu por Julieta, Dom Quixote por Dulcinéia, todos eles estavam certos, o amor existe e já estou deveras contaminado.

Iago Montecchio

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